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IKEBANA: uma filosofia que busca a harmonia da natureza
 

Ikebana é geralmente traduzida como "a arte japonesa de arranjo floral", porém uma ikebana pode ter galhos novos, folhas, frutos, grama, sementes, além de plantas murchas e secas. Desta maneira, pode ser usada qualquer substância natural e, na ikebana contemporânea, também se usa vidro, metal e plástico.

Em sua forma básica, o arranjo ikebana segue um padrão fixo: um triângulo cujos vértices representam o céu, a terra e o homem. É dada ênfase à perfeição de linhas, à harmonia das cores, ao espaço e à forma. Cada arranjo contém a natureza em todos os seus aspectos, dando singular valorização ao natural.

Há muitos estilos de ikebana, com diferentes filosofias por trás de cada um, cada qual segue suas próprias regras e técnicas de arranjo, sem perder de vista o essencial da arte.

Existem três fases no aprendizado e na elaboração de uma ikebana. São elas:

1 – MORIBANA: arranjos simples, para qualquer ambiente; de estilo livre; não possuem regras para serem feitos e são informais;

2 – SHOKA: arranjos sofisticados, para uma sala de visitas, por exemplo; geralmente verticais e em meia-lua, seguem o desenho natural da planta e expressa o sentimento de mudança na vida;

3 – RIKKA: arranjos mais sofisticados, feitos para ocasiões especiais, como casamentos, cerimônias religiosas, ano novo, etc. Eram originalmente destinados aos altares de Buda.

No Brasil, o arranjo de Ikebana mais adotado possui três elementos harmônicos: o Shin, o Soe e o Tai. Seguindo a filosofia Ikebono, tais elementos simbolizariam um triângulo harmônico, e representariam o homem crescendo entre o céu e a terra.

SHIN - representa o homem - o galho principal do arranjo; determina o formato principal;
SOE - representa o céu - dá suporte ao galho principal;
TAI - representa a terra - é o complemento; estabelece a harmonia entre os outros dois elementos.

A ikebana desenvolve a habilidade manual e o espírito de observação, trazendo, para quem pratica a arte, equilíbrio interior, paz, harmonia e tranqüilidade. O praticante se torna mais compreensivo e amoroso.

Confira algumas dicas para montar e conservar a sua ikebana:

* O que mais se deve levar em consideração, é o tipo de flor para formar um arranjo harmonioso;

* As plantas devem ter bastante água para se conservarem frescas o maior tempo possível;

* Qualquer recipiente pode servir para a ikebana: vasos de bronze ou cerâmica, peças laqueadas, pedaços de bambu e até abóboras secas são os mais tradicionais;

* Os recipientes feitos de aço inoxidável, de vidro e de várias substâncias sintéticas são comuns na ikebana moderna;

* Qualquer que seja o recipiente utilizado, a base do arranjo deve ser nítida e concentrada. Quando for utilizar um vaso alto, evite encher toda a boca com materiais;

* Todos os arranjos possuem um suporte metálico para fixar o caule, o Kenzan, e um espaço entre a água e o arranjo, chamado Mizuguiwa, que representa a fonte de vida.

 
Fonte:
Data: 10/5/2002
 
 

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