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Bem-Estar: Será que você não está precisando dar uma paradinha?
 

Você tem a impressão de que seu dia não é suficientemente longo? Você fica constantemente cansado? Você acha que a vida poderia ser mais significativa?
Se você respondeu positivamente a algumas das perguntas acima, provavelmente está precisando dar uma parada.

O ciclo do tempo em que estamos vivendo, é a era do conflito e da escuridão. Porém, nem todos sabem que esta é também a era da velocidade. Tudo acontece rápido demais. Não temos tempo para pensar em nada, a vida simplesmente nos engole com suas pressões sociais, laborais e familiares. Ou nos adaptamos, ou enlouquecemos. Adaptar-se, neste caso, significa aprendermos a parar.

Lembre dos primeiros anos de sua vida: provavelmente, seus pais não tinham computador em casa e você brincava mais na rua do que seu filho hoje. As crianças que nós fomos parecem simplórias demais se comparadas com as crianças de hoje. Aliás, as crianças de hoje nem sequer chamam-se crianças. Chamam-se “pré-teens”.

Quando você era criança, o próximo natal estava tão longe que você nem conseguia imaginar uma extensão de tempo tão grande. Porém, o tempo passou, você foi crescendo e, sem perceber, entrou na montanha russa que sua vida é hoje. O ritmo cotidiano foi acelerando conforme você cresceu e hoje, provavelmente, está bem mais rápido do que você gostaria.

Embora tenhamos aprendido muitas coisas na escola, nunca nos ensinaram a parar. Parar é uma maneira de refletir e assimilar tudo o que aprendemos, ficando mais receptivos para podermos avaliar de maneira mais positiva e justa qualquer empreendimento que nos propusermos. Parar é um gesto de respeito e amor por nós mesmos. Ao mesmo tempo, é um ato de generosidade em relação àqueles com quem convivemos. Se nossa alma ficar mais harmoniosa, essa harmonia irá refletir-se à nossa volta.

Cultivar o ato de parar conscientemente equivale a viver a vida como uma jornada, uma aventura de descobertas. Mas, se não soubermos parar conscientemente, nosso corpo irá parar sozinho, através de uma doença ou um acidente. Parar é essencial se quisermos manter a felicidade e a sanidade nos dias de hoje. Todo o mundo está procurando a felicidade; alguns, procuram até a imortalidade; mas quase ninguém sabe o que fazer num sábado chuvoso. Assim, a arte de viver fica sepultada sob as pressões que a sociedade impõe ao indivíduo. A vida se mede, não pelo número de anos que passamos na Terra, mas pelo que usufruímos.

Parar tem a ver igualmemente a ver com nossos valores mais íntimos. Se não soubermos parar, seremos vítimas fáceis do consumismo. Se não soubermos parar, acabaremos achando que vestir aquela griffe é tudo o que precisamos para ser felizes ou que usar aquele cartão de crédito pode resolver nossos problemas emocionais.

Algumas valiosas dicas para parar. Há três maneiras de parar que podem ser aplicadas ao longo da vida:

1) Pausas breves: Têm a duração de algumas respirações até algumas horas, e devem ser aplicadas diariamente, antes de tomar decisões importantes.

2) Escalas de viagem: São períodos de tempo que você reserva para não fazer nada. Podem durar desde algumas horas até algumas semanas. Ajudam a refrescar a mente e recuperar a objetividade. Fins de semana ou férias sem nenhuma tarefa definida são exemplos de escalas de viagem, onde você pode recarregar suas baterias e reencontrar seu equilíbrio interior.

3) Paradas gerais: São momentos cruciais na vida, momentos em que é desejável afastar-se de tudo e de todos para encontrar o rumo que nossa vida possa tomar no futuro. As paradas gerais podem durar de alguns meses a um ano, e fazer-se em forma de viagens ou retiros.

Parar é diferente de meditar e, embora envolva o pensamento, pode ter mais a ver com dedicar alguns momentos à arte, a atividades físicas como pedalar ou caminhar ou a simplesmente estar perto da natureza. Se não tiver mesmo tempo, procure ao menos dar uma caminhada breve. Parar tem a ver com respirar conscientemente, tem a ver com desfrutar o presente, tem a ver com simplesmente ser. Parar é essencial para mantermos o bom senso vital. Aliás, você já deu sua parada hoje?

 
Fonte:
Data: 24/6/2004
 
 

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