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Cidadania: muito discurso e pouca prática
 

Muito tem se falado sobre qualidade de vida no emprego, empresa cidadã e ética nos negócios. Na maioria das vezes, sem uma boa noção sobre o que, de fato, esses temas representam. Como mostra uma análise mais cuidadosa, estamos lidando com essas questões na base de muito discurso e pouca prática. É preciso ir além.

Qualidade na vida profissional, pessoal e social
Minhas expectativas serão sempre cumpridas? Alcançarei meus objetivos se “der tudo de mim”? Difícil responder a essas perguntas. Aí, naturalmente, surge o estresse. Para minimizá-lo, algumas empresas implantam programas de yoga, tai-chi-chuan, acupuntura... Tudo dentro de um pacote com o rótulo de “Qualidade de Vida no Emprego”. Os motivos? Funcionários muito estressados não são produtivos (há controvérsias), e as empresas precisam deles para produzir sempre e mais. Claro que são iniciativas positivas, mas ao falar sobre qualidade de vida no emprego não devemos ter uma visão assim tão assistencialista. Qualidade de vida extrapola o âmbito da empresa, do emprego. Na verdade, ela alcança seus objetivos quando seus reflexos são sentidos na família e na comunidade em que o funcionário vive. Sem essa amplitude, as iniciativas são apenas pontuais.

Poucas empresas podem estampar o selo de cidadania
Quando o assunto é cidadania, o que assistimos no mundo corporativo é um comportamento no mínimo curioso. As empresas que poluem o meio ambiente implantam programas de gestão ambiental. As que produzem grandes quantidades de lixo industrial proclamam: “nossos produtos serão recicláveis”. E por aí vai. Sem essa de querer estampar na portaria da fábrica o selo de Empresa Cidadã! Não há cidadania nenhuma nisso. É apenas uma obrigação nos dias de hoje, se considerarmos o conceito de cidadania em sua plenitude.

Ética nos negócios é uma questão de sobrevivência
É por uma questão de sobrevivência que a discussão sobre ética nos negócios tem chamado a atenção de tantas empresas. Nada como uma queda na participação de mercado para que as organizações comecem a se preocupar com mudanças saudáveis. Não consigo vislumbrar, em um futuro próximo, dentro de um mercado competitivo, empresas sobreviverem sem ética em uma sociedade que clama por isso. O lucro deve passar por uma profunda mudança e resultar de algo mais amplo do que vendas. Deve agregar, aos produtos ou serviços, dignidade, qualidade, realização. Aguardamos empresas sem dono, de capital aberto, pulverizado onde os interesses coletivos tenham espaço. Sem figuras arrogantes que privatizam o sucesso e democratizam o fracasso.

 
Fonte:
Data: 14/11/2003
 
 

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