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Auto-conhecimento: Experimente se amar
 

Amar com a mente é o que a maioria das pessoas faz, infelizmente. Porque com a mente fica mais fácil se defender, colocar limites e fugir. A mente nos engana sem que fiquemos com a sensação de que somos tolos. Parecemos mais inteligentes e racionais, “pés no chão”... No entanto, a dinâmica mental só serve para nos fazer perder o melhor que a vida tem a nos oferecer!

Amar com o coração é o que os mais corajosos tentam... e muitas vezes conseguem, felizmente! Porque apesar dos medos e dos riscos, é com o coração que a gente consegue entrar em contato com todas as nuances do amor!

Mas amar com o corpo, com os sentidos, com cada célula do nosso organismo, creio que seja o maior desafio para nós, seres acelerados, vivendo num mundo projetado para o futuro... Não, não estou falando de sexo. As relações sexuais são conseqüência do exercício físico de amar, mas antes de se relacionar sexualmente com a pessoa amada, podemos experimentar concreta e fisicamente o amor de muitas maneiras, o “amor de dentro pra fora, amor de corpo inteiro”, como diz a música do Jota Quest!

Infelizmente, aprendemos a focar nossa atenção no amanhã, na fantasia do que poderá ser ou, pior ainda, do que poderia ser, mas não foi... E, então, a vida termina se resumindo numa dança entre a esperança e o arrependimento.
Perdemos o melhor da festa, da vida e do amor quando deixamos escapar o agora! E nesse exato momento também perdemos os sentidos do amor, porque experimentar cada um deles exige presença, total e irrestrita, absoluta presença. Sem mente, sem pensamentos nos arrastando para o ontem ou para o amanhã, nem para qualquer outra noção de tempo...

Assim, convido você a se entregar para cada um dos seus conhecidos e desconhecidos sentidos do amor. Os olhos nos dão a visão, o sentido mais atento e, ao mesmo tempo, mais passível de julgamentos equivocados. Portanto, ao experimentar a visão, foque o olhar no ser amado, mas nunca, jamais se esqueça de que você é o amante e se torna, desse modo, uma visão afrodisíaca, deslumbrante, fantástica. Por isso, olhe para você enquanto sente o amor, olhe-se no espelho, para cada parte de seu rosto, de seu corpo, entregue todo sentimento... pulsando de amor!

Os ouvidos nos permitem experimentar os sons. Ouça-se. Seus sons internos, seus desejos, seus segredos, suas vontades mais profundas e para as quais você nunca deu ouvidos. Dê agora! Talvez você não realize cada um deles, mas permita-se conhecê-los, ouvi-los, saber quais são seus barulhos, suas músicas, seu ritmo, entre na festa de seu coração e ouça o amor!

O amor tem cheiro! Sinta o aroma da sua pele quando ama, esteja atento aos diferentes cheiros que existem por onde você anda, no corpo da pessoa amada, na vida que acontece lá fora... Absorva a exclusividade de cada cheiro característico do amor. Hormônios agitados, suor, perfumes, enfim, inspire amor e expire mais amor!

Ah, os sabores... O amor tem muitos, incontáveis gostos. O apetite se transforma, aumenta ou diminui... gosto de lágrima, saliva, pele, uma orgia de sabores, um convite a amar de novas formas, sentindo o paladar como um cardápio da mais pura sensualidade que existe em todos nós...

Amar é saborear! E, por fim, entre os mais conhecidos sentidos, termine com o toque! É triste constatar que temos medo do toque, que não estamos acostumados à intensidade que pode haver nele, evitamos o toque do outro, mesmo que seja da pessoa amada... O toque é um presente especial. Sentir, sentir-se, estender-se ao outro num convite ao contato... dedos nos cabelos, rosto no rosto, braços em abraços, pernas que se cruzam. Tatear a vida, sentir os lençóis sobre o corpo, a água quente sobre a pele... Isso é o amor!

Sinta o amor. Chega de pensar no amor, de projetar amor no outro, como se ele nunca estivesse dentro da gente, como se ele só pudesse chegar quando chega o outro. O amor é uma dança. Dance só quando estiver só! Dance acompanhada quando o ser amado chegar... Mas dance, rápida ou lentamente, suave ou vigorosamente, dance sem parar... enquanto acorda, trabalha, come, fala, anda...

 
Fonte:
Data: 14/11/2003
 
 

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