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Auto-conhecimento: laços de energia
 

No começo, tudo é encanto e alegria. Você se apaixona, ele se apaixona e há uma vibrante troca energética entre os dois. Quando duas pessoas se enamoram, os campos de energia de ambos brilham e se entrelaçam. São como pólos magnéticos que se buscam.

A força produzida pela interação dos apaixonados é tão potente que, sem perceber, o casal alimenta-se dela. A luz gerada por essa emoção transparece no olhar, na pele. Nos transformamos em sóis.
A atividade sexual intensifica essa troca vital. A dupla passa a intercambiar luminosidade pelos seus chacras, ou centros de energia do corpo, definidos pela milenar sabedoria hindu. Com o tempo, os dois enamorados começam a formar verdadeiros cordões energéticos que ligam um ao outro.

Troca intensa
Na maioria dos casos, esses cordões envolvem apenas os três chacras inferiores dos dois parceiros. O chacra básico fica na base da coluna e rege a vontade de viver, o amor- próprio e a relação com o mundo material. A seguir, vêm o chacra umbilical, que diz respeito à sexualidade e ao prazer, e o chacra do plexo solar (localizado na altura do estômago), que é responsável pela auto-estima e pela expressão individual. O quarto chacra é o cardíaco, centro de transmissão e captação da energia de amor, carinho e ternura. Um relacionamento pode começar pelos níveis mais comuns e evoluir até o surgimento de sentimentos refinados e nobres. É quando a paixão se transforma em amor. O sexo se torna ainda mais pleno e satisfatório porque integra outra qualidade de envolvimento e emoções.

Quando o amor não vinga
Mas também pode ser que isso não aconteça. E o resultado dessa união seja uma relação infeliz ou muito dependente. Ela pode até durar muito tempo, mas está baseada num frágil equilíbrio entre carências e dependências.
Tal situação instável tende a aparecer no plano energético. Pode gerar uma obsessão doentia de um pelo outro, brigas ligadas à competitividade ou ao desejo de ser aquele quem manda mais na relação. Um exemplo comum dessa situação é aquele no qual a mulher se direciona inteiramente para o homem e faz tudo o que ele quer. Assim ela retira a luz de si mesma, esquecendo-se de que é a entidade autônoma, brilhante e cheia de vida por quem seu parceiro um dia se apaixonou.

Até que a energia nos separe
Quando a separação acontece, mesmo morando em casas separadas e com o fim do contato sexual, fortes laços energéticos continuam presentes: A partir da dissolução de uma união, essas ligações devem enfraquecer gradualmente com a ajuda do tempo. Mas muitas vezes um dos parceiros – justamente o que sente mais a dor da separação – continua a nutri-las, por meio de sentimentos como mágoa, tristeza, raiva ou desejo de tornar a controlar novamente a situação.

Algo compreensível se pensarmos que os laços que um dia uniram corações não se desfazem apenas baseados na lógica ou na separação dos bens materiais. Quanto mais profunda a união, mais forte é o elo que se forma entre duas pessoas. Os corpos já podem estar separados, mas a energia criada entre eles ainda os mantém juntos.

Despedidas em boa hora
Após a separação, a passagem dos dias denuncia o vácuo aberto pela falta do outro. Nesse estado, é comum as pessoas não quererem se desfazer dos objetos deixados pelo parceiro, cultuar momentos vividos juntos e, muitas vezes, revestir a imagem do outro de qualidades irreais. Quando isso acontece, há uma perda constante de energia. A força vital se esvai por essas ligações e a pessoa se sente vazia, exausta e pode até adoecer.

Trabalho consciente
É preciso reconstruir a individualidade e retomar as rédeas da própria vida. É vital digerir e assimilar o que aconteceu, detectar por que se formaram essas ligações e nossa participação nesse processo. Talvez, com essa consciência, esses padrões não se repitam em outra relação. Isto é, com alegria e esperança é possível viver de outra forma e abrir-se para um novo amor.

Na hora crítica da separação, além de procurar apoio junto aos amigos ou à terapia (individual ou em grupo), vale praticar alguns exercícios energéticos:
• O primeiro passo é reconhecer que você pode estar alimentando, com emoções negativas, os vínculos formados com seu parceiro. Se, um dia, ele voltar, outros laços, mais sadios, poderão ser construídos. Por isso, procure dissolver essas ligações doentias atuais repetindo a frase “eu quero desfazer os laços de energia com (o nome da pessoa)”. Seja claro, preciso, convincente.
• Visualize uma luz brilhante envolvendo seu corpo. Ela é dourada e chega do céu como uma cascata de ouro líquido iluminando seu corpo. Mantenha essa imagem por alguns minutos, sentindo-se acolhido pelo Universo. Repita a frase: “Estou inteira(o) e bem comigo mesma(o)”.
• Durante o dia, observe-se e veja se não está perdendo energia ao acalentar idéias de mágoa, tristeza ou raiva. Se notar isso, imagine-se envolto em uma luz dourada enquanto inspira e expira profundamente.
• Procure se desfazer de lembranças e objetos do parceiro.
• Recupere sua energia descobrindo de novo quem você é. Coma algo de que gosta muito, assista um bom filme.
• Se possível, viaje: isso traz novas impressões e nos coloca de novo em sintonia com o que mais gostamos.
• Reconheça que a separação traz um grande aprendizado. Conhecendo a si mesmo, você terá chances de encontrar um novo amor sem o risco de cair nas mesmas armadilhas afetivas do relacionamento que passou.

 
Fonte:
Data: 7/11/2003
 
 

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