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Comportamento: Uma nova maneira de criar coragem
 

Seria maravilhoso se pudéssemos viver em completa segurança e tranqüilidade, sem ter de correr atrás de tudo o que queremos. Mas infelizmente não é assim. Basta abrir o jornal: é tanta instabilidade – social, política, econômica, religiosa –, que não há garantia de que nossos esforços, por maiores que sejam, produzirão resultados. Tanta coisa foge a nosso controle que, às vezes, achamos melhor deixar tudo como está. Para que mexer, se pode piorar? Por medo ou falta de coragem em assumir riscos, nos acomodamos e, aí sim, nos arriscamos a perder oportunidades.

"Quantos mais espessos os muros que construímos para nos protegermos da vida, maior a chance de que eles também nos impeçam de viver”, diz o escritor americano Michael Lynberg no livro Faça de Cada Dia Uma Obra-Prima (ed. Ediouro).

Muitas vezes, as grandes transformações que podem melhorar nossa vida não estão nos rompantes, nos gestos impulsivos, nas mudanças radicais, mas na perseverança, na constância e na firmeza de convicções. Essa é a nova concepção de coragem que, antes, era vista apenas como uma virtude guerreira, heróica. E quem tem vocação para ser herói hoje em dia? "Afirmar opiniões sem violência ou saber dizer não sem raiva definem um novo tipo de audácia, mais próximo da afirmação pessoal do que da bravura”, diz o filósofo francês Michel Lacroix no livro A Coragem Reinventada (ainda não lançado no Brasil).

Correr riscos
Todos os dias, temos o direito de optar pelos caminhos que podem tornar nossa vida melhor e mais feliz, deixando para trás o que nos causa tristeza e infelicidade. Muita gente lamenta que nada de bom acontece, mas esquece que não faz nenhuma tentativa de superar os padrões que limitam, de tão enquadrada. O cotidiano está repleto de situações em que podemos vencer o medo de quebrar os padrões, a ordem estabelecida para mudar a dinâmica de trabalho com os colegas ou a relação com os filhos, por exemplo. Para isso é preciso assumir riscos, deixar de lado o medo, a preguiça, a inércia.

A ousadia de ficar parado
Levantar da cama já pode ser considerado um ato de coragem. O que dirá então contrariar as expectativas de chefe, marido, esposa, filhos... É fácil agir contra a própria vontade ou ir além de seus próprios limites. Precisamos ter coragem para ficar quietos ou simplesmente não agir, quando tudo e todos parecem nos empurrar para a ação. Ser corajoso não significa agir por impulso, sem medir conseqüências. Avaliar todas as possibilidades, tanto de avanço quanto de recuo, é uma tática fundamental de estratégia militar. Foi o que disse Sun Tzu, general chinês que viveu há 2,5 mil anos e escreveu A Arte da Guerra (ed. Martins Fontes), livro em que ensina táticas de combate e teoria militar e que hoje é considerado um manual de auto-ajuda. "Há algumas estradas que não devem ser percorridas e inimigos que não devem ser atacados. Há cidades que não devem ser capturadas, territórios que não devem ser contestados e ordens do soberano que não precisam ser obedecidas”, diz Sun Tzu.

Dragões do desconhecido
O escritor francês André Gide (1869-1915) frisa um outro aspecto da coragem: “Não se descobrem novas terras sem concordar em perder de vista a praia por um longo tempo”. Na época das grandes navegações, por volta do século 16, os mapas-múndi assinalavam os limites das terras conhecidas com dragões, polvos gigantes e outros monstros. Era um aviso sobre os perigos à espreita de quem se aventurasse além dos limites do mundo. Para alguns exploradores, entretanto, esses símbolos, em vez de amedrontar, mostravam possibilidades infinitas de descobrir terras fantásticas e enriquecer com tesouros inimagináveis. “Nossos mapas criados pela mente também podem exibir dragões representando áreas que estão fora de nossos limites. Eles nos preservam do perigo, mas também nos impedem de alcançar algumas das maiores riquezas que a vida tem a oferecer”, afirma Michel Lynberg.

Enfrentar o medo
Coragem e medo não são faces opostas da mesma moeda. O medo, básico e instintivo, pode ser um sentimento altamente positivo ao nos proteger da exposição a perigos desnecessários. Já a coragem nos desafia a superar obstáculos e vencer os desafios, não com ausência de medo, mas com clareza, lucidez, cautela e noção de capacidades e limites. Quando decidimos enfrentar o medo, ele se transforma numa energia que nos movimenta, nos impulsiona em direção ao que queremos. É importante definir o ponto de equilíbrio que existe entre nos sentirmos seguros e corrermos atrás de nossos sonhos e desejos. “Embora seja preciso cuidado para não colocarmos nós mesmos e aqueles que amamos em perigo desnecessário, devemos deixar o porto e singrar águas desconhecidas para o destino de nossos maiores talentos, para a praia distante de nossos sonhos mais caros”, continua o escritor Michel Lynberg.

 
Fonte:
Data: 5/9/2003
 
 

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