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Auto-conhecimento: Você tem ouvido a voz do seu coração ou da sua vaidade?
 

Devo admitir que diferenciar uma voz da outra é uma tarefa extremamente difícil e requer trabalho para toda a nossa existência. Acredito ainda que essa seja a grande missão de todos nós, cada qual com seus dons, cada um com suas nobres habilidades. Confundimos essas vozes freqüentemente e nos deixamos guiar pela racionalização muito mais vezes do que pelo coração. Fazemos isso porque o coração exige todo o nosso potencial, toda a nossa inteligência, tanto a mental quanto a espiritual e a emocional.

O coração conhece nossa verdadeira força e não aceita menos do que podemos, enquanto a vaidade e a tendência a racionalizar nos satisfazem com atitudes imediatistas, tomadas de emoções equivocadas e parciais, senão injustas e distorcidas.

A vaidade não nos deixa ver o essencial; só se vê o essencial com o coração. O orgulho nos revela apenas sentimentos mesquinhos, pequenos e que não nos fazem felizes em hipótese alguma. Traz-nos apenas uma sensação de satisfação momentânea, mas logo depois nos remete ao vazio e à estagnação. Podemos perceber isso claramente quando nos lembramos de algo que alguém nos fez e que nos magoou muito. Sentimos muito mais desejo de nos vingar ou de que alguém se vingue por nós do que de tentarmos compreender os motivos desse alguém ou perdoá-lo por seu erro. É muito mais fácil julgar do que acolher; revidar do que perdoar; acusar do que ouvir...

É a voz da nossa vaidade, do nosso orgulho, da nossa vontade de estar por cima, de não levar desaforo para casa, de não nos sentirmos humilhados ou rebaixados perante ninguém. No entanto, quando conseguimos ouvir a voz do coração, sabemos que nossa honra, nossa dignidade e nossa felicidade estão muito além do que nos fazem ou nos dizem. Estão em nossas atitudes, em nossos sentimentos e em nossas intenções.

Obviamente, escrever tudo isso é infinitamente mais fácil do que praticar, mas é uma questão de consciência, de treino. Como disse anteriormente, conseguir ouvir o coração é tarefa para toda nossa existência e errar hoje não anula nossa chance de acertar amanhã (e vice-versa). Todos nós sentimos raiva, nos deixamos ofender e magoar e isso é absolutamente humano e compreensível, mas podemos transcender esses sentimentos usando nossa capacidade de perdoar, lançando mão de nossa confiança no Universo e aproveitarmos cada dor para subir mais um degrau de nossa evolução.

As ferramentas estão para o coração assim como as armas, para a vaidade!
Talvez você esteja se perguntando o que a voz da vaidade e a do coração têm a ver com amor... e eu lhe garanto que tudo! É exatamente nas relações de amor, naquelas que mais nos mostramos, que mais nos expomos que costumamos usar nossas armas, quando deveríamos usar nossas ferramentas. E que fique bem claro: arma nada tem a ver com ferramenta. Ferramentas são instrumentos de construção, enquanto armas são instrumentos de destruição, morte, em todos os níveis. Podemos entender como armas todas as nossas atitudes, pensamentos e intenções de defesa. Na verdade, nossas ferramentas também servem para nos defender, mas de forma limpa e honesta. Por outro lado, nossas armas nos defendem magoando o outro e principalmente a nós mesmos. Ou seja, nossas ferramentas são recursos do coração e nossas armas são recursos da vaidade e do orgulho.

Você também pode entender bem essa diferença quando se questiona: “você acha que quando ama se torna mais forte ou mais frágil?”. Se você acredita que se torna mais forte, certamente tem usado suas ferramentas, mas se acredita que se torna mais frágil, é porque tem usado suas armas. Experimente trocar suas estratégias, agir de forma diferente e observe os resultados.

Talvez, ao ler tudo isso, você fique com a impressão de que não sabe ouvir o seu coração, mas a verdade é que todos nós sabemos e, ao mesmo tempo, não sabemos. Isto é, o coração sempre fala, mas o orgulho também sempre fala. Quanto mais autoconfiança e auto-estima tivermos, mais conseguiremos dar ouvidos ao nosso coração. Quanto mais pessimistas formos e quanto menos nos amarmos e nos valorizarmos, mais ouviremos nosso orgulho e nossa vaidade.

Alguns exemplos de recursos do coração: coragem; persistência; compaixão; perdão; transparência; humildade; sensibilidade; flexibilidade; consciência.
Alguns exemplos de recursos da vaidade: agressividade; mentira; rigidez; arrogância; hipocrisia; vingança; inveja; covardia.

 
Fonte:
Data: 23/7/2003
 
 

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