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Carreira: a arte de administrar o tempo
 

"Estou atrasado, estou atrasado". Era assim que o Coelho, personagem de Alice no País das Maravilhas, passava os dias: sempre correndo e olhando para o seu enorme relógio. Não há quem não diga, hoje, que gostaria que o dia tivesse mais algumas horinhas, pois nunca dá para fazermos tudo o que queremos ou precisamos, em míseras 24 horas. Mas você tem mesmo tanta coisa assim para fazer ou o seu tempo é que está sendo mal aproveitado? Administrar o tempo é uma arte e quem sabe fazer isso bem, tem grandes chances de estar à frente dos concorrentes na hora de conquistar um lugar no mercado de trabalho. Além disso, quem sabe organizar a agenda sofre menos de estresse e consegue ser mais feliz.

Se você consegue acertar seu relógio para não prejudicar o casamento, pode se descuidar perdendo horas fazendo coisinhas desnecessárias e acaba tendo que levar trabalho para casa. São esses pequenos descuidos que fazem com que você fique mais cansado do que deveria. Há muitas sugestões e teorias sobre como seria a forma ideal de organizar o tempo, mas, infelizmente, ainda não acharam uma fórmula que resolvesse o problema de todo mundo. O que é importante saber é que administrar o tempo não quer dizer ficar escravo do relógio, mas sim adquirir autonomia sobre a própria vida. Quando você gasta mais tempo do que deve em uma única atividade, principalmente se ela não for prioridade, você está perdendo uma hora que poderia usar para investir em si mesmo.

A melhor maneira de começar a se organizar é comprar uma agenda. Pode ser de papel, handheld, eletrônica ou até mesmo a agenda do programa de e-mails da Microsoft, o Outlook, qualquer uma serve. Depois, comece a anotar TUDO o que você precisa fazer, sempre agrupando por assuntos afins e colocando em primeiro lugar o que é prioridade do dia. Use e abuse de bilhetinhos, lembretes e coisas que não deixem você esquecer o que precisar concluir naquele tempo que tem disponível. A gente sempre acha que tem menos tempo do que tem na verdade. Quando começar a seguir fielmente a agenda, ficará mais satisfeito no final do dia, pois sentirá que terá produzido.

Ao contrário do que se via nos filmes americanos da década de 80, ter a mesa atulhada de papéis para assinar, falar em dois telefones ao mesmo tempo e não conseguir fazer uma refeição decente não é sinônimo de competência. Muitas pessoas ainda acham que “não ter tempo” é sinal de reconhecimento e status. A sociedade ainda pressiona o profissional para ter mais trabalho do que ele suporta. Há também muito medo de perder o emprego. Muita gente acha que assumindo mil compromissos juntos está mostrando que é competente. Se a sociedade parece ainda aceitar que seja “de bom tom” ser muito ocupado, as empresas estão repensando suas estratégias para melhorar o desempenho dos executivos sem que precisem se desgastar tanto. Hoje já vemos no processo de seleção quem sabe organizar o tempo e consegue fazer todas as atividades necessárias. Isso é muito valorizado no ambiente corporativo. Não nos interessa aquela pessoa que diz que não faz exercícios físicos ou não aperfeiçoa seu inglês porque ‘não tem tempo’.

Se a ordem é “eliminar bobagens” da sua agenda, comece revendo os seus costumes e tente identificar o que você faz por puro hábito e que não acrescenta nada à sua vida. Para você ter autonomia para decidir passar mais tempo com a família, ou rigorosamente sem fazer nada, você precisa deixar de fazer as coisas que são menos importantes para sua vida. É preciso reorganizar a vida em favor das relações afetivas e em privilégio do ser humano. A cultura ainda está muito voltada para o lucro e as pessoas acabam deixando de lado o que realmente importa: a interação social.

Tentar organizar o seu tempo pode ser um bom exercício de autoconhecimento. Ao parar para rever os seus afazeres diários, você vai perceber que muita coisa do que faz não é, ou não deveria ser, prioridade na sua vida. Para alcançar seus objetivos é preciso estar orientado em uma direção, por isso é importante definir o que é prioritário.

 
Fonte:
Data: 23/7/2003
 
 

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