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Você acha que a morte pode ser divertida?
 

Você acha que a morte pode ser divertida? Certas pessoas acreditam que sim. E, na hora da despedida, elas causam espanto! Fim de inverno na Califórnia. Entre as montanhas salpicadas de gelo,chegamos a um lugar espantoso: o cemitério de Whiskeytown! "Muita gente usa a decoração estranha de um túmulo como celebração da vida, e quer mostrar isso para todo mundo", diz Michael Booth, administrador do cemitério. O juiz aposentado Richard Eaton, de 86 anos, é a história viva do lugar, sabe tudo que aconteceu naquele cemitério: "O cemitério original é do século XIX, época da corrida do ouro, mas foi inundado para a construção de uma represa. Transferiram as sepulturas para cá. Faz uns 40 anos que a moda dos túmulos malucos pegou", conta. De todas as coisas esquisitas que se vêem no cemitério, algumas se destacam, como o túmulo de um motoqueiro que foi assassinado pela namorada. "Os amigos da gangue fizeram o enterro. Até as correntes que cercam a lápide são da moto", revela Michael Booth. O de Erick Maxamillian, também motoqueiro, que morreu em um acidente, é um dos mais decorados. Para os pais, foi um jeito de superar a dor... Em uma sepultura, diz a lenda, Louis Wilson foi enterrado de bruços. A placa conta que ele quis assim para que o mundo inteiro beijasse seu traseiro. "Beijar o traseiro" é uma expressão inglesa muito chula. É como mandar alguém para o inferno, digamos assim. Não é algo apropriado para se dizer no cemitério... Não só malucos são enterrados lá. A própria mãe do xerife Jim Pope tem um túmulo: "Aqui é bonito, sereno, longe de tudo. E minha mãe adorava a natureza", diz. O xerife se encantou com o lugar e já decidiu que quando seu dia chegar, acomodado naquele pedaço de chão, o velho homem da lei fixará seus olhos na eternidade... Um homem cava sua própria sepultura. A mãe dele já tinha feito algo semelhante, três décadas antes. A inglesa Emma Smith passou 101 dias enterrada viva. Ela queria ser lembrada depois de sua passagem por este mundo. Queria deixar alguma grande historia, um recorde, um legado ao filho Geoff. “Quando minha mãe fez aquilo, houve comoção na cidade. Todos queriam felicitá-la. Foi emocionante”, lembra o filho. O triunfo de Emma durou até 1981, quando uma americana ficou enterrada durante 141 dias. Emma morreu em 96. Geoff pensou: “Ela fez aquilo por mim. Eu também posso fazê-lo”. Geoff decidiu recuperar o título que a mãe tinha conquistado. Projetou o próprio caixão, algo que fosse confortável: música, luz elétrica, televisão... Geoff foi enterrado diante das câmeras. Parecia à vontade. Mas a solidão desceu como um tormento: “A única vez em que eu realmente quis sair foi na primeira noite. Todos foram embora. Não tinha ninguém perto de mim. Senti claustrofobia e quis sair naquela primeira noite”, conta. Um tubo era o único contato de Geoff com o reino dos vivos. Os amigos lhe davam roupas e comida. Tentavam animá-lo promovendo farras. Mas os dias ficaram insuportáveis dentro do caixão.Tédio, solidão... “A parte mais difícil é o isolamento. Eu podia falar com as pessoas pelo tubo, mas não podia tocá-las. Não existia contato humano”, relata. Depois de 150 dias, Geoff resolveu sair da cova. Conseguiu o recorde. Mas lamentou que uma certa Emma Smith não estivesse ali para abraçá-lo. “Se minha mãe pudesse me ver naquele instante, ficaria orgulhosa de mim”, emociona-se. Hoje, se algum aventureiro quiser superar a dinastia Smith, vai ter que enfrentar o herdeiro de Geoff: Matt, o valente. “Se alguém quiser roubar o título do meu pai, eu mesmo serei enterrado vivo. Vou fazer isso em nome de nossa família”, desafia.

 
Fonte: Rede Globo
Data: 28/3/2001
 
 

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