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Auto-conhecimento: lidando com pessoas que acham você difícil
 

Um dos principais elementos na formação da nossa imagem é nossa reputação. Uma boa reputação abre muitas portas, enquanto uma reputação negativa dificulta o caminho. O que fazer então quando sabemos que temos a fama de sermos pessoas difíceis?

Um dos conceitos existentes no gerenciamento de imagem chama-se "halo effect". São as generalizações feitas a respeito de alguém, que distorcem a percepção que temos desta pessoa. Deste modo, quando temos uma boa impressão a respeito de alguém, acreditamos que tudo nela é positivo. No entanto, quando a impressão é negativa, acreditamos que tudo sobre ela é negativo. É como se apenas uma característica fosse capaz de minar todas as nossas outras qualidades.

A fama de pessoa difícil talvez seja uma das características mais negativas que podemos ter associada ao nosso nome. A questão é que a palavra “difícil” pode dar margem a muitas interpretações: difícil por que? Mas a partir do momento que esta informação é disseminada, ela pode trazer sérias conseqüências. Temos desde a exclusão de certos grupos, oportunidades não dadas, até comportamentos provocativos vindos de outras pessoas.

A primeira reação que temos a este tipo de comportamento é nos fecharmos numa concha e acusarmos todos de estarem errados – reforçando a imagem que os outros têm de nós. Pode até ser que estejam mesmo errados, entretanto todos nós temos pontos cegos em nossa personalidade. São aquelas características que todos enxergam, menos nós.

É vital para sua sobrevivência em qualquer ambiente profissional que você descubra quais são esses pontos cegos.
Fique atento a sua forma de se expressar quando está se comunicando. Será que sua linguagem corporal, seu tom de voz e as palavras que usa não indicam que você está sempre pronto para um confronto? Existe uma grande diferença entre uma personalidade agressiva e uma assertiva. A assertividade se baseia na autoconfiança, enquanto a agressividade, na insegurança. A assertividade se mostra através de atitudes como ter coragem de expressar sua opinião, mesmo quando todos pensam o contrário, falar calma e pausadamente, buscar soluções para problemas existentes e não fazer de conta que não existem, não querer ter sempre a razão, dar sugestões – não ordens. Se não conseguir detectar nenhum ponto cego em sua personalidade, busque o "feedback" de alguém em quem confia. Esteja preparado para ouvir as respostas. Não as veja como acusações, mas como ferramentas.

No entanto, se você detectar uma situação em que este tipo de comentário esteja sendo muito prejudicial a sua carreira, não o ignore. Se sente que alguém usa esta característica sua para provocá-lo ou se as pessoas tendem a excluí-lo, chame as pessoas envolvidas para conversar. Sugira um café ou almoço. Diga que você tem consciência de suas diferenças, mas que está disposto a colocá-las de lado para conseguirem realizar um bom trabalho. Se alguém insistir nas acusações, fique na sua. Talvez ela precise extravasar e não vale a pena entrar numa discussão. Não acuse ninguém de nada, colocando a outra pessoa na defensiva. Procure aliviar as coisas. Mostre que você ouviu o que a pessoa tinha a dizer. Coloque seu ponto de vista e peça para que o outro proponha uma solução. Isto irá mostrar que você está aberto a mudanças.

Muitas pessoas adoram criticar, mas na hora que são questionadas não conseguem ser específicas. Ao questioná-las, você as enfraquece. Se você perceber que a crítica é justa, reconheça. Se for necessário um pedido de desculpas, faça isto o quanto antes. Assim, terá o respeito de todos. Em todos os momentos deixe claro que você busca uma solução – e não vencer a disputa.

Comentários negativos, diferenças de ponto de vista e discordâncias fazem parte do dia-a-dia profissional. Estamos em contato com pessoas com estilos de comunicação, crenças e valores diferentes dos nossos. Ninguém espera que você concorde com tudo e goste de todos ao seu redor. No entanto, isto não deve impedi-lo de estabelecer e manter bons relacionamentos.

 
Fonte:
Data: 16/6/2003
 
 

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