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Auto-conhecimento: tudo passa, tudo sempre passará
 

A vida é como uma onda. Ou como uma dança, em que cada momento é único e tem de ser vivido com plenitude. O que é ruim passa e o que é bom também passa. Aceitar a impermanência da alegria e da tristeza e entender que não dá para segurar esse fluxo permite aproveitar melhor o que está aqui e agora.

Por encanto, o momento tornou-se perfeito, sublime: o encontro com a pessoa amada, a festa com os amigos, a descoberta de algo que trouxe grande felicidade. O desejo é que esses momentos não acabem nunca mais. Mas nem toda vontade do mundo, nem todo controle e força são capazes de prolongar ou manter indefinidamente qualquer coisa, por mais bela, positiva ou bem-intencionada que seja.

Lições da floresta
O exemplo da renovação cíclica da natureza vem da floresta. Numa zona desmatada e árida, nasce uma primeira camada de vegetação. Dizem os índios que esses vegetais vão se doar generosamente depois, morrendo e servindo como húmus para a formação da segunda camada de vegetação, que vai substituir quase inteiramente a primeira. Durante esse processo, mudam também as espécies de pássaros, insetos e animais. Isto é, se uma camada não morre, a outra não floresce.

Velha mania
Mesmo assim, insistimos em nos agarrar ao que é conhecido – parece mais fácil e confortável. Na verdade, só queremos garantir o que nos agrada, nos dá prazer e segurança. Mas não existe nada no mundo que impeça o movimento contínuo da vida. Nos prendemos às pessoas, às circunstâncias, aos bens materiais e principalmente aos nossos ódios e aversões. Não enxergamos como a vida se manifesta. O desejo de que as coisas permaneçam iguais acontece porque não nos reconhecemos como parte integrante da natureza. Deixamos de perceber os ciclos em que estamos inseridos e nos fixamos numa determinada situação, interna ou externa.

O pior é que, quanto mais cola nesse esparadrapo, mais ele dói e custa para sair. A vontade de que algo não mude pode se tornar obsessiva. Com o medo de perder o que temos, surgem tentativas de controle, baseadas na eterna ilusão de que vamos deter o fluxo dos acontecimentos.

Impermanência
Os budistas chamam de apego essa tendência ao grude. Segundo as palavras de Buda há mais de 2,5 mil anos, essa é a grande causa do sofrimento do mundo. E o apego machuca tanto porque não reconhecemos a impermanência da vida, isto é, não aceitamos que tudo muda e que nada permanece – inclusive nós mesmos. Sim, a morte e a doença nos obrigam a refletir sobre isso. São temas tão importantes que estavam presentes no primeiro e no último pronunciamento de Buda, feito há milênios.

Nada do que foi será do mesmo jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará...

 
Fonte:
Data: 2/6/2003
 
 

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