Home
Família
Religiões
Pesquisa
Serviços
Busca
Info
Família Religiões Serviços Busca Pesquisa Info
 
 
Sua casa:
seu ninho
 

Olhar um pássaro protegendo sua cria, ter em casa um canto de sossego, aninhar nos braços um bicho ou uma criança são formas de entrar em contato com a essência da vida e de renovar sentimentos muito, muito confortantes.

Os pássaros fazem suas moradas cuidadosamente, garantindo proteção e calor aos filhotes. Os seres humanos gestam seus filhos no mais bem construído dos ninhos – o útero materno –, onde o futuro bebê encontra as condições ideais para seu desenvolvimento. Aliás, acredita-se que o vínculo entre mãe e filho em nossa espécie seja mais estreito justamente por essa gestação interna. A família pode ser considerada o primeiro prolongamento do ninho uterino. Nossas raízes são sedimentadas no convívio com pais e irmãos. E são sensações, aromas, gostos e boas lembranças dessa fase da vida que vamos procurar quando montamos uma casa, fazemos um lar.

Lugar das raízes

Muitas vezes nos sentimos bem acolhidos numa morada que mal conhecemos. Em outras situações, podemos ficar extremamente incomodados em lugares que já freqüentamos há tempos. Essa sensação de acolhimento ou estranheza varia de pessoa para pessoa e tem a ver com o ambiente em que crescemos ou com nossa casa atual. A ausência desse clima marcado pela familiaridade é que nos faz sentir, muitas vezes, como verdadeiros estranhos no ninho. Essa é a história do patinho feio, na verdade um cisne que cresceu junto com os patos, ou da águia que é criada como galinha. Ela se sente mal porque isso foge à sua raiz, aos valores que correspondem à sua essência. Estar no seu ninho proporciona sustentação para crescer. O homem obedece a um ciclo diário, como se nascesse, se desenvolvesse e caísse nos braços da noite ao fim do dia. A busca do ninho está relacionada ao desejo de encontrar um berço, um local de renascimento, de descanso, que novamente nos prepara para os desafios da manhã seguinte. Por mais independente e nômade que seja o homem, por mais que tenha desenvolvido cultura e tecnologia, vai sempre buscar um lugar confortável para retornar, cumprindo o mesmo curso realizado pelo sol – nascer, morrer, renascer.

Casa que aninha

A casa costuma ser o canto do mundo onde isso é possível. Como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade, “a morada abriga todos os nossos pecados cometidos ou em vias de cometer. Sua geometria não é feita de formas e dimensões físicas: é uma geometria de ecos da memória e da imaginação, ressoando nos cantos, nos móveis, no telhado, nos espelhos, nos retratos, no bater de portas, no seu vento encanado”.

Ao projetarmos nosso lar, escolhemos cuidadosamente os objetos de seu interior. Esse processo contribui para sentirmos segurança e equilíbrio onde habitamos. É comum elegermos um canto, perto da janela, na sala ou mesmo num quarto, onde nos sentimos mais aconchegados e em sintonia com o ambiente. Nosso ninho particular dentro da casa. Assim também acontece com cães e gatos, que sempre têm um canto preferido. Muitas vezes é a própria cama do dono o local mais quentinho, de pura proteção.

 
Fonte:
Data: 28/4/2003
 
 

Voltar

 
 
 
 
 
 
 
 

Copyright ©2002 - Vida Perpétua Serviços S/C Ltda.