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Gagueira infantil: como evitar?
 

A gagueira é conhecida desde a mais remota antiguidade. Está sempre conosco e não se restringe a nenhuma região do mundo, ou mesmo a raças. Durante os séculos XVIII e XIX, alguns cirurgiões acreditavam que a gagueira fosse o resultado de um defeito físico dos órgãos da fala e devido a isso, adotavam métodos de cirurgias que mutilavam os pacientes.

Apesar dos esforços desses médicos, apenas durante aproximadamente os últimos 50 anos é que se deu algum progresso real na compreensão do problema e nos métodos para minorá-lo. Muitas pesquisas foram feitas para se descobrir a causa (ou causas) da gagueira e se criar um método (ou métodos) eficiente de tratamento.

Atualmente, existem muitas teorias sobre a causa e muitas terapias também. Ainda que não se conheçam a causa e a cura, podemos ver que muitos casos obtêm níveis variáveis de sucesso. Isso não quer dizer que nunca alguém tenha se curado de gagueira, acontece sim, mas a realidade é que devemos considerar a gagueira como um problema que existe e que pode, em sua maioria, ser remediado sim. Ao contrário dos cirurgiões, sabemos que a gagueira não está associada a defeitos dos órgãos da fala e sim a uma disfluência, ou de uma desordem na fala.

Mas, o que leva uma criança a gaguejar? Não sabemos a razão, ou razões. No entanto, sabemos que na maioria dos casos, há cura para a gagueira em crianças pequenas, desde que elas se tratem adequadamente.

Os pais sempre querem o melhor para os filhos, mas quando percebem uma dificuldade na fala, dão muita importância e começam a querer modificar esse comportamento, às vezes tentando corrigí-los. Aí começa o problema. Se os pais soubessem que o problema está menos nos primeiros sinais de tensão que surgem em algumas palavras do que na sua correção, provavelmente essas crianças estariam salvas de uma gagueira permanente. A primeira reação que os pais têm ao menor sinal de tensão é “Calma pra falar”, “Respira fundo”. O que ocorre é que a criança, que antes não se preocupava com sua fala, e que poderia muito bem fazer desaparecer essas tensões com o tempo, começa a se preocupar também e aí surge a gagueira consciente.

Quanto mais a criança tenta não gaguejar, mais ela gagueja. Uma vez que a gagueira tenha se instalado, ela tende a se autoperpetuar e a piorar com o passar do tempo. A gagueira de uma pessoa é sempre diferente da de qualquer outra, nunca são iguais.

Quando aparecem os primeiros sinais de gagueira numa criança, geralmente ela é do tipo repetitivo simples. Á medida que vai tomando consciência das suas hesitações e com tentativas de não fazer isso, as tensões aumentam e a gagueira torna-se mais complexa. Alguns sintomas físicos são típicos como: tensão na repetição dos sons, bloqueios ao nível dos lábios, fungações, dilatações nasais, umedecimento dos lábios, tremores labiais, arregalar dos olhos, entre outros.

Se a criança tiver gagueira e você quiser ajudá-la, procure um fonoaudiólogo. Quando se trata a gagueira de uma criança, é preciso fazer com que ela tome consciência do problema, mas só até o ponto de despertar o interesse para o tratamento. Se ultrapassar este limite, poderá surgir uma conscientização excessiva da gagueira, levando-a a perder a autoconfiança. Os pais e o fonoaudiólogo juntos são capazes de concluir em que extensão um trabalho direto pode ser feito em relação à gagueira de cada criança.

 
Fonte:
Data: 14/3/2003
 
 

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